A minha gravidez aos 39 anos

34 Flares Facebook 32 Google+ 2 34 Flares ×

flower-pregnancy-belly

Hoje eu quero contar pra você, comadre como foi a minha experiência da minha última gravidez quando eu tinha 38-39 anos.

Eu sempre quis ter 3 filhos, mas meu marido não tinha tanta certeza assim!!rsrs   Mas, estávamos “na chuva”, então … veio a novidade!! Eu adorei de cara, e passado o susto, ele também!E eu tinha quase certeza de que mais uma princesinha estava por vir!!

Comecei meu pré natal, já no segundo mês de gestação, que foi quando descobri, graças aos enjôos que vieram com tudo!!

Fui no mesmo obstetra, fiz os mesmos exames de sangue e o ultrassom no mesmo período das outas gestações, e estava tudo ok, mas… eu já estava com 38 anos, no início dagravidez, e 39 quando a Nina nasceu.

E comecei a perceber as diferenças, não em mim ou no meu corpo, mas na forma como os médicos que me acompanhavam estavam mais atentos e cautelosos!

Na minha segunda gestação , tive um pequeno, mínimo, sangramento na 8° semana, e tive que usar progesterona até a 12°.Na terceira, mesmo sem ter tido nenhum sangramento, o ultrassom estar ok, só porque eu falei que eu estava treinando para correr a são silvestre(calma comadre! eu não sabia que estava grávida!!rsrs quando descobri a gravidez, dia 04/11, parei de correr, tá?), lá veio a bendita progesterona, de novo,até o fim do primeiro trimestre… e quem já usou sabe dos efeitos desagradáveis!

Minha irmã do meio, naquele mesmo ano, em janeiro, tinha perdido um bebê com 7 meses de gestação,(uma tristeza só, qualquer dia te conto esse história), por uma malformação cardíaca, então , fiz alguns ultrassons específicos para verificar a parte cardíaca do bebê.Tudo bem!

Fiz a translucência,fiz um com 16 semanas, tudo normal, mas o radiologista falava: olha , não é um bebê grande, mas… numa gestação com a sua idade já é esperado.”

Quando fiz o morfológico, meu obstetra se preocupou muito com “o tamanho do bebê”. Eu , que já era mãe de dois, peguei todos os ultrassons das gestações anteriores, e comparei: tudo igual, a não ser a Piquita, a minha princesa do meio, que sempre foi maior(e é até hoje, acima da média de altura).Então por que dessa preocupação? Minha ficha demorou pra cair, não sou muito neurótica, sabe?Mas, caiu… A preocupação era por causa da discrepância entre as medidas(percentis) dos ossos longos e ossos curtos… Isso é uma das características de bebês com Síndrome de Down.

Cheguei em casa, e vi o meu marido brincando no quintal com as crianças, felizes, correndo atrás de uma bola e fiquei de longe, observando e pensando… Quando eles me viram , correram até mim, me abraçaram , beijaram e voltaram pro seu quintal, mas o meu marido ficou. Me olhou bem nos olhos e disse: ” o que foi? o que tem de errado?”  e eu contei pra ele o que eu tinha concluído, qual era, afinal, a preocupação do meu obstetra: que o nosso bebê poderia ter a Síndrome de Down!!E comecei a chorar! De medo, de vergonha por querer um filho saudável, de cansaço…Ele então me abraçou e disse: ” você sabe que seja lá como esse bebê nascer, ele será nosso filho, e nós o amaremos com o mesmo infinito amor que amamos os outros !! Que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para tornar a sua vida melhor!! Não tenha medo!!” Eu sabia e sentia tudo isso também!! Mas , eu precisava de um tempo para me preparar! Não gostaria de receber essa notícia na sala de parto, logo após o nascimento do bebê…

Então decidi ter uma conversa franca e aberta com o meu obstetra e com o radiologista que vinha me acompanhando. O obstetra disse que sim, era esse o seu cuidado, mas que ele não queria me preocupar, que por enquanto era só um cuidado!Não via a necessidade de exames mais invasivos. Que precisaríamos acompanhar com ultrassons a cada 10 dias, porque , tem casos, onde por algum problema da placenta, o bebê para de crescer, de se desenvolver, e é necessário antecipar o parto.  Então , acompanharíamos de perto o crescimento e ganho de peso da minha bebê. Como eu sou vegetariana,  e segundo a minha mãe não me alimento bem (rsrsrs) , ele pediu que eu procurasse uma nutricionista para me dar um aporte nutricional.

O radiologista me disse que existem vários indícios que levam ao diagnóstico de um bebê Down, e que no meu caso ele não encontrou nenhum deles! Que era um bebê curtinho, e só. Afirmar 100%, só com um exame de cariótipo do nenê depois de nascer.

Então seguimos em frente, comadre! O último trimestre não foi tranquilo como eu queria, mas ,interiormente , me ensinou muito!

Fiz tudo o que me orientaram, a nutricionista me receitou tanta coisa , que eu tomava 18 cápsulas por dia , mais um pó de proteína vegetal, mais óleo de côco!! Bem feito prá mim!! rsrs

E, chegamos ás 40 semanas( 39 semanas e 4 dias). Chegou o dia!!

Eu já conhecia o caminho, os procedimentos… mas o que eu estava sentindo…

Então , depois de uma eternidade de 3 min… o pediatra me olhou bem dentro dos olhos e disse: Pode ficar tranquila, a Maria Carolina é uma bebê linda e saudável! Está tudo bem, Lígia, está tudo bem…Olhei para o Guilhereme…ele segurou a minha mão…

Sabe aqueles momentos em que as palavras são absolutamente inúteis?

Bjos e até tags coração

Related Posts

34 Flares Facebook 32 Google+ 2 34 Flares ×

Comments

comments

Speak Your Mind

34 Flares Facebook 32 Google+ 2 34 Flares ×