O Catavento e suas histórias

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criança-triseOi comadres, hoje a nossa” história verdadeira”é sobre a educação e o exemplo que estamos dando ás nossas crianças.

Em julho, como já falei em outro post, fui com minha mãe e as crianças para São Paulo, para passearmos e visitarmos minhas irmãs e sobrinho que moram por lá.

Fizemos uma agenda apertada de passeios , todos os dias fomos pra algum lugar: eu , minha mãe, as 4 crianças (meus 3 e mais o Arthur, meu sobrinho de 3 anos) , meu carro e o waze ( aquele aplicativo de rotas, sabe? incrível!!). rsrsrs Um ato de coragem, fala a verdade!!rsrsrs

Num dos dias fomos ao museu do Catavento .

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Um lugar fantástico, delicioso!! Eu já tinha ido com o Pedro , mas a M.Bestriz era muito pequena ainda, então resolvemos voltar. É um passeio para o dia inteiro!! E , também pra toda a família( apesar de , no site do museu eles recomendarem mais para crianças a partir de 6 anos) !! Veja mais:http://www.cataventocultural.org.br/    . Eu super recomendo!!!

Mas… a nossa história começa na fila , para entrarmos no museu. As nossas crianças alegres e empolgadas, meio inquietas com a fila, mas por ali. Quando, de repente… passou por nós uma babá , com um menininho de uns 2 anos no colo, e soltou um “AI”!!!

A mãe do menino, que estava dois lugares na nossa frente da fila com outra menininha de uns 9 anos, veio que nem uma cobra… pegou o menino do colo da babá, que ficou encaixadinho no seu colo, com as perninhas em volta da cintura dela, como as crianças menores fazem, sabe?E perguntou: “Você MORDEU ela? Você mordeu ela?” E, então… de mão aberta , deu um tapa de estralar  NO ROSTO  do menino!!!!

Comadres, eu NUNCA tinha visto uma cena dessas! Eu paralisei! Me subiu um nó do estômago… Fiz força para manter a minha “cara de paisagem ” …. As minhas crianças e o Arthur, ficaram imóveis, nitidamente chocados. Parecia que tínhamos todos ali, sido atingidos por uma bomba!! Depois de um minuto de silêncio absoluto, onde eu ouvia até a minha respiração, as crianças começaram a apontar e a querer comentar sobre o que tinham acabado de ver. Eu me abaixei, e pedi para elas esperarem, que , assim que entrássemos no Catavento, arrumaríamos um lugarzinho para sentar e conversar.

E continuamos observando aquela louca… aí o meu sentimento foi mudando… fiquei com muita , mas muita RAIVA dela e muito dó daquelas duas crianças que têm a infelicidade de serem educadas ( ou deseducadas?) por alguém assim. Ela continuou humilhando e ofendendo o menino, o chamava de feio, de horroroso, que já tinha falado umas 1000 vezes pra ele não fazer isso… E o menino? Só chorava, claro!

Aliás, como muito bem observou meu filho ,o Pedro, durante todo o dia que passamos lá, tinha uma criança chorando ao fundo , e adivinha que era? Esse menininho…

Assim que tivemos chance, sentamos na cafeteria para um lanche, e aproveitamos para conversar sobre o que tínhamos visto ali, eu tento cultivar esse espaço de conversas vai e vém, sabe , comadres?

E então , vieram as suas impressões, opiniões e conjecturas dos nossos 3 anjinhos,(não me esqueci da Nina não, é que ela estava mais preocupada em se lambuzar com o morango que estava saboreando!rsrsr) :

-“Nossa, mamãe, coitadinho daquele menino, não é?” , disse a M. Beatriz. E eu:

– Ele não podia ter mordido a babá… podia?

-Mas ele é pequeno, tia Lígia, e os “bebezinhos” lá da minha escola , de vez em quando ainda mordem a gente, sabia?, disse o Arthur, do alto de seus 3 anos!

– É, Arthur, quando as crianças menores ainda não sabem conversar direitinho, elas  arrumam outro jeito de dizer o que gostam ou não gostam, sabe? E o que a “tia Ilde” faz? eu perguntei.

_ Ah, ela fala “não pode morder o amiguinho, viu? e põe ele prá pensar um pouquinho!”

– O mamãe,e essa mãe doida não sabe disso , não? E, ela não sabe que não pode , NUNCA, bater “na cara ” de alguém? Disse o Pedro. Eu acho que quem não sabe essas coisas , não podia ser mãe!!Já já é ele que vai estar batendo “na cara ” dela!!!

Eu e minha mãe nos entreolhávamos, admiradas com a sinceridade e realidade da conversinha deles. E , então ela, a minha Piquita, canceriana da gema, delicada e sensível até o último fio de cabelo me vem com a “apoteose” da conversa:

-“Meu Deus, se a mamãe dele, que devia ser quem mais dá amor, carinho, quem protege ele, quem cuida dele quando ele está doente ou com medo , faz isso com ele!! O que ele vai pensar, né mamãe? Coitadinho… a vida dele deve ser muito ruim… Ele deve ser uma criança muito muito triste…”

E o que mais eu teria a dizer?

– Vamos então, que ainda temos um museu inteiro  esperando por nós!!Cada um joga seu lixinho…

Essas crianças…

Bjos e até tags coração

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