O Sono do Bebê de 9 meses – A temida “Regressão”

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O sono do bebê de 9 meses – você já ouviu falar que bebês entre 7-9 meses viram o sono do avesso?

E a regressão dos 9 meses… o que é isso, meu Deus? rsrs

Se por acaso o seu bebê ainda é mais novinho(a) e você quer saber primeiro sobre a regressão dos 4 meses, clica aqui e leia esse post.

Se você está nesse momento, certamente ele dispensa maiores apresentações!! Mas para você que ainda não chegou lá, ou que não sabe ao certo o que foi aquele furacão que assolou a sua vida: a regressão dos 9 meses, que na verdade pode ter início dos 7 aos 9 meses, é aquela situação em que a sensação é de caos absoluto! O bebê “desaprende” tudo o que tinha aprendido até aqui… pelo menos é essa a nossa sensação como mães, tá?

O bebê que já estava se alimentando direitinho, não quer mais comer, só quer mamar. O bebê que já estava com a rotina estabelecida, horários e intervalos regulares de alimentação/mamadas e sonecas… cada dia parece ser diferente! Não quer mais dormir, só quer colo, chora muito durante o dia e durante a noite também.

Quando é contrariado grita e chora sentido. Demonstra irritação, muita insegurança e infelicidade quando a mãe se afasta. Acorda toda hora, o sono é agitado, as sonecas curtas e o sono noturno é picado.

Quer mamar toda hora, não aceita o pai nem os avós, é difícil de consolar e acalmar. Briga para fazer a inalação, para por o cinto na cadeirinha, para tomar remédio… enfim comadre… ELES VIRAM DO AVESSO!

Mas calma 🙂  eu vou te explicar tudinho: o que acontece nessa fase, porque isso acontece e o principal- o que você pode fazer aí para contornar essa fase, que costuma ser uma das mais difíceis para nós mamães, e para os nossos filhotes também.

Nesse momento, ou nessa fase, temos muitas coisas acontecendo na vida do bebê e na nossa também, para aqui comigo para pensar:

  • a nossa volta ao trabalho
  • troca de cuidadora (agora quem vai cuidar do bebê ou é a “tia” do berçário, ou a vovó ou a babá)
  • introdução alimentar
  • dentinhos nascendo
  • o pico de desenvolvimento mais longo
  • doencinhas chegando
  • a angústia da separação instalada no bebê
  • o início da autonomia do bebê para se locomover (engatinhar, andar apoiado, caminhar)

Quando a gente fala assim, parece exagero, não é? Mas por quê situações tão naturais e corriqueiras são capazes de causar um estrago tão grande no nosso bebê e na nossa rotina!!!

Vamos conversar sobre cada um desses ingredientes da “Regressão dos 9 meses” ?

A psicologia tem um conceito ou um termo que é o “separação-individuação”, que explica de forma muito profunda e assertiva os estágios de como nós mamães vamos nos “separando” física e emocionalmente dos nossos bebês e também como nos sentimos e quais os desdobramentos disso para a nossa rotina, num curto prazo, e para a nossa vida como um todo. Se quiser se aprofundar mais nesse assunto, recomendo a leitura desse artigo aqui.

Fazendo uma interpretação bem prática de tudo o que já li e aprendi sobre isso, resumidamente, minha amiga é assim:

Quando o nosso bebê nasce, até o 4° mês de vida ele vive em estado simbiótico conosco, ou seja, ele depende da gente para tudo, sem ter ainda a consciência de que ele “é uma pessoa separada da mamãe”, que provê tudo que ele necessita física, psíquica e emocionalmente.

Os especialistas falam que nós também ficamos totalmente devotadas ao nosso bebê até por volta dos 6 meses de idade dele, que é quando começamos a sentir falta de nós mesmas: da mulher, da profissional, da amiga… e no bebê esse processo se inicia de forma MUITO LENTA E GRADUAL a partir do 4° mês de vida.

Quando o bebê começa a ter uma autonomia para se deslocar e se movimentar, ele então entra em contato com uma realidade muito chocante e assustadora para eles: eu e minha mãe somos seres separados, ela desaparece algumas vezes…  O bebê não tem nenhuma noção de tempo! E para ele, a mãe representa TUDO! O alimento, o acolhimento, o bem estar, a segurança… “E se ela não voltar nunca mais?” Ou ainda “Será que ela volta?”

Ou seja, para o seu bebê, a vida dele está ameaçada cada vez que você se afasta dele! E então conseguimos entender muitas atitudes deles nessa fase.

Essa é a “raiz” de todo esse terremoto que passamos nessa fase. Pelo menos emocionalmente falando, entende? Por isso “regridem”!

Por isso não querem mais comer,  não querem mais dormir, por isso estão tão chorosos e muitas vezes irritados. Não querem se afastar da gente…

E fisicamente, ainda temos vários complicadores como os dentes, os resfriados, e o cérebro deles trabalhando a velocidade da luz para tentar absorver todas as novidades que eles estão aprendendo.

Mas o que fazer então ?

Primeiro, eu preciso te dizer 2 coisas, com toda a sinceridade do mundo:

1- Não é o momento de ensinar nada, de avançar na alimentação, no sono, na rotina. A regra é sobreviver.

2- VAI PASSAR!! Tá demora… em média 6 semanas…

O QUÊ FAZER? ( e o que não fazer também … )

  • Não acumule duas mudanças  bruscas ao mesmo tempo. Por exemplo: não tire a livre demanda junto com a sua volta ao trabalho; faça a adaptação com a nova cuidadora pelo menos 10-15 dias antes de você voltar ao trabalho e, de preferência de uma forma gradual, etc…
  • Não leve para o lado pessoal! NÃO É CULPA SUA! É uma fase pela qual o seu bebê passa para se desenvolver.
  • Não se angustie e ajuste as suas expectativas. Se o seu afilhado, por exemplo, não passou por isso… sorte da sua comadre!! A imensa maioria dos bebês passam por esse momento difícil SIM.
  • Sempre se guie pelo bom-senso e sensibilidade. Mesmo no meio do caos, enfrentando um cansaço extremo, olhe para o seu bebê. Você sabe melhor do que ninguém o que ele está sentindo e precisando naquele momento!
  • Respeite os seus limites! SEMPRE!
  • Tente ter em mente alguns pontos importantes que, se você conseguir manter, depois da tempestade as coisas voltam para o lugar mais rápido e com menos sofrimento. Esses pontos seriam: o horário de acordar, os horários da 3 principais refeições, o horário de ir para a cama a noite.
  • Avançar nesse momento vai ser muuito difícil e até traumático então, tenha assim em mente: se eu não retroceder já sou vitoriosa. Resumindo: não consegue avançar? Se mantenha no mesmo lugar.
  • Tenha em mente que o seu bebê também está sofrendo, ok? Não é manha, birra ou manipulação. Isso NÃO EXISTE nessa idade.
  • Peça VERBALMENTE E COM TODAS AS LETRAS ajuda ao seu marido/parceiro! Esse momento fica um pouco mais leve se você tiver ajuda! Nem que você consiga outra ajuda para descansar um pouco de dia… Isso é sim muito importante!
  • Não tome nenhuma decisão precipitada, tendo o cansaço e o desespero como conselheiros. Por exemplo: não desmame o seu bebê ou ofereça complemento para ele, achando que o sono dele vai melhorar.
  • Tente outras alternativas como a cama compartilhada, por exemplo. Pode ser que nesse momento ela seja uma grande aliada do seu sono e descanso do seu bebê.
  • Sempre se certifique que o seu bebê está sendo atendido em TODAS AS NECESSIDADES DELE: físicas (se está bem alimentado), psíquicas (está se sentindo seguro, tem cuidadoras nas quais confie), emocionais ( está tendo toda a atenção, colo e acolhimento que precisa).
  • Sempre descarte problemas de saúde como refluxo, alergias, outras doenças. Converse muito abertamente com seu pediatra e esteja atenta.

Minha querida e exausta mamãe, essa fase vai servir como se fosse uma luz fortíssima sobre você, seu bebê e toda a rotina de vocês: ela vai trazer á tona uma rotina não fixada, associações negativas para dormir, uma introdução alimentar conduzida de maneira muito lenta ou incorreta mesmo.

Essa fase também, vai por à prova as suas escolhas como mãe como por exemplo a livre demanda, uso de chupeta, local onde o bebê dorme, “técnica” de introdução alimentar escolhida… vai te fazer questionar tudo sabe?

E lembra: NÃO EXISTE certo/errado! O que existem são escolhas que trazem consequências. E, ao meu ver é importantíssimo que VOCÊ FAÇA AS SUAS ESCOLHAS de maneira consciente, sabendo exatamente se elas estão alinhadas ao seus objetivos e se te levam aonde você quer chegar!

Aliás, esse é o meu papel aqui 🙂 Te mostrar o caminho! As escolhas serão sempre SUAS.

E então… quando as coisas começarem a esboçar uma melhora… quando você começar a ver uma luz no fim do túnel, aí sim é hora de por a casa em ordem!

Normalmente esses terremotos exigem algumas pequenas mudanças na rotina anterior. Feito isso, fixe os horários da alimentação, das sonecas, da hora de despertar e da hora de ir para a cama.

Seja consistente, persistente e paciente…

Uma vez eu ouvi uma frase, que se não me engano era do Rubem Alves que dizia que “ter e criar um filho não é uma plantação de eucalipto, mas sim de carvalho. Exige anos de dedicação, de consistência e paciência, para que vejamos os resultados …

Vamos juntas?

Conte comigo aí na sua batalha 🙂

Se você quiser/precisar de ajuda e do meu acompanhamento mais de perto, clica aqui e conheça o meu programa de consultoria “Recém-Mamãe Sono”, aqui, a maternidade é de verdade!!

A gente vai se encontrando!

Bjos e atétags-coracao

Lígia

 

 

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