Como Falar Sobre Morte Com as Crianças – 9 dicas

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Esses últimos dias, aqui em casa , passamos por  2 vivências de morte , com pessoas próximas a nós , a nossa família, e , eu me vi sendo confrontada com a situação de ter que conversar com eles sobre esse assunto .

Não tínhamos ainda , tido conversas mais objetivas sobre o assunto… eles tinham me trazido algumas perguntas, mas , de detalhes , bem específicos , como , por exemplo , o que é o cemitério ? Quando a gente “vira caveira” ? Ou , para onde vamos quando morremos ?

E , o interessante é que, eu percebi, em todas as ocasiões em que eles me trouxeram suas dúvidas , é que , eles queriam saber especificamente, exatamente, só aquilo que estavam perguntando .

Achei que era o momento de , me informar mais , de me preparar mais, para ter essa conversa com eles . E , claro , vou dividir aqui, tudinho com você !

O que eu aprendi , e vou fazer por aqui :

– ser o mais direta e objetiva possível, e no caso de perguntas, responder exatamente o que foi perguntado.

-não mentir ( nem florear , como por exemplo : virou estrelinha, foi viajar, vai dormir eternamente), usar a palavra MORTE é fundamental . Crianças até 10 anos, não “abstraem” , sua mente só consegue trabalhar de forma concreta, então, esses conceitos podem confundí-la.

-a partir dos 4- 5 anos a criança já consegue entender que , a morte é irreversível, e não funcional, ou seja , a pessoa / animalzinho que morreu , não se corre, não dorme, não se mexe .. e isso é importante.

-elas decidem se querem ir ou não á velório / enterro , no caso de parentes próximos. E, os especialistas são unânimes em dizer que , o fato de participarem disso, NÃO TRAUMATIZA as crianças !

-ser coerente com aquilo em que acredito, e , o que ensino para eles . Aqui , entra o lado espiritual da questão … Outro lado que devemos cuidar aqui, é explicar que existem pessoas que acreditam em outras coisas, e que, tudo bem ! Não tem certo nem errado ! é só uma questão de crenças e fé de cada família, de cada pessoa.

-não subestimar meus filhos: eles são crianças, não são bobas !

– não desvalorizar o que elas sentem, nem esconder delas os seus sentimentos: aproveite essa oportunidade para se aproximar ainda mais dos seus filhos .

-com crianças menores, podemos usar uma plantinha, ou a morte de um animalzinho, para ir colocando –a em contato com a morte.

-Se existe um caso de doença grave na família, ou alguém próximo á criança, deixa-la por dentro do processo. Assim, temos a oportunidade de ir preparando a criança, caso a morte chegue.

O escritor Ziraldo escreveu um livro , que virou peça de teatro :Menina Nina, Duas Razões para Não Chorar (Ed. Melhoramentos) “, para explicar, de forma simples e sensível , para os netos , filhos e até para ele mesmo,  a morte repentina da sua esposa ,a D.Vilma, com quem viveu por mais de 40 anos .Esse livro pode ajudar a você e ao seu filho, nesse momento delicado.

Se quiser saber mais sobre esse assunto :

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI213981-10496,00.html

http://delas.ig.com.br/filhos/seis-respostas-como-falar-de-morte-com-as-criancas/n1237794785122.html

No meio de tudo isso, achei que era hora, também, de eu rever a minha posição com relação á morte… sempre tive a tendência de “não pensar” … de me apavorar , só de pensar em perder alguém próximo ….

A morte é natural, faz parte do ciclo da vida … a gente sabe disso, não é ?

Mas , a verdade é que , nunca estamos preparados !

Eu nunca tive medo de morrer … até me tornar mãe ! Hoje, tenho um medo de morrer que me pelo !! rsrs

Perdi meus avós… foi triste e dolorido , mas já estavam bem velhinhos, e , nenhum morreu de repente … eu pude me preparar .

Mas agora, estou entrando numa fase em que , pais de amigos próximos estão começando a partir … E, isso me faz presente para a realidade de que, meus pais estão envelhecendo ! E como isso é dolorido !!

Como imaginar meu porto seguro , trocando de lugar comigo , e passando a ter em mim, nas minhas irmãs, a segurança que sempre representaram nas nossas vidas ?

Tomei algumas decisões , com toda essa reflexão …

E, quer saber ? Isso não foi ruim não, foi muito bom !

E, estou me sentindo grata, por , quem sabe , ter a oportunidade de, na prática, retribuir aos meus amados pais, todo o cuidado que recebi deles a vida toda !!

Não me sinto suficientemente preparada… nem competente para isso … mas , vou lutar todos os dias, para que , sempre que eles precisarem de mim, vou estar ali , disponível, e fazer o meu melhor !

Afinal, esse é o ciclo natural da vida, não é mesmo …

Como você se sente a respeito disso ?

E seus filhos , já te questionaram sobre a morte ?

Você tirou de letra ou teve dificuldade ? Tem alguma dica ?

Deixa seu comentário aqui embaixo ! É sempre muito bom conversar com você !

A gente vai se encontrando por aqui !

Bjos e até tags coração

Lígia

 

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