Uma Carta Para o Recém-Papai

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Oi Comadre, tudo bem?

Muitas mamães têm me pedido para escrever algo para servir de orientação para os papais, que também estão tentando entender qual é o seu papel nessa história linda que é o nascimento de uma família.

Então… aqui está 😉

Leia com os seus olhos e com seu coração e, se concordar, mostre para ele, compartilhe, leia junto! Quem sabe até não conversam um pouco mais sobre o assunto…

Espero que  gostem.

 

“CARTA PARA UM RECÉM-PAPAI”

” Meu amor, eu tenho tantas coisas para te dizer que nem sei por onde começar…

“Do começo é sempre melhor”, não é assim que você me diria?

E prometo que tentarei ser prática e objetiva… tá bom, sei que é quase impossível (você deve estar pensando…), mas vamos lá 🙂

Desde quando recebemos a notícia que o nosso bebê estava a caminho, além da imensa alegria e amor que vi nos seus olhos e no seu sorriso, pude perceber o peso da responsabilidade que você sentiu, já que agora, você teria que assumir um novo papel, mais adulto mais maduro, de pai, de protetor de provedor. Sei que isso não é facil. Sei que ás vezes pensa que não vai dar conta!

Mas EU SEI que você vai! Nós estaremos juntos. Eu sei que lidar com as suas emoções não é muito confortável para você…e sei que um filho, o nosso filho te obrigou a isso. Sei também que você se viu diante da sua própria infância, do tipo de cuidado e de carinho (ou a falta disso) que recebeu lá atrás, eu também me sinto assim.

Deve ter pensado muitas vezes, ou imaginado, como você será como pai… carinhoso ou distante? Babão ou general? As vezes também passou pela sua cabeça que você não conseguirá ser o pai que você teve, ou ainda, que você quer muito fazer e ser melhor.

Você ainda precisou lidar, na gravidez, com o meu humor que ia de 0 a 100 em minutos, meus enjôos, sonolência, ataques de choro sem explicação, desejos malucos… muitas vezes me pegou quieta, só pensando e, tentou ler meus pensamentos. Exames sem fim, consultas médicas, dúvidas, medos e noites sem dormir…e você ali do meu lado meio sem saber o que fazer! Se bancasse o forte, para me dar segurança, corria o risco de ser taxado de insensível, se ficasse apavorado, eu ainda te dizia que você não estava ajudando!!

Aí vieram as mudanças no meu corpo, primeiro discretas e até bem vindas, e depois, desconfortáveis e desafiadoras. Tivemos que nos reinventar em tempo, posições e descobrir um amor mais calmo e mais maduro. Você me dizia que eu estava linda, mas eu via no seu rosto estampado: “meu Deus, que barriga é essa? Será que um dia vai voltar?”

Meu assunto, preocupações, minha energia, meus choros e minhas alegrias passaram a pertencer exclusivamente ao nosso bebê.

Você participando de tudo, mas eu sempre te cobrava mais: conversa com o bebê! Passa a mão na minha barriga! E você me dizia com seus olhos : “Que loucura é isso, gente?”. Acredite, isso é sim muito importante! Tanto para você quanto para o nosso filho.

E você fazendo contas e mais contas, planos e mais planos, sonhou até com a formatura do nosso filho e já começou a fazer uma poupança. Comprou para ele um body do seu time de futebol favorito e nos durante os exames de ultrassom ficava ali fazendo cara de quem estava entendendo tudo, quando na verdade queria mesmo saber se era certeza de que era só um bebê mesmo e, se era um meninão ou se era a sua princesa que estava chegando.

Eu fui ficando cada vez mais ansiosa com o momento do parto, preocupada que tudo estivesse pronto, angustiada que o nosso bebê viesse na hora certa, perfeitinho e com saúde e você fazia de tudo para me acalmar… me dizia que tudo ia sim correr muito bem. Mas eu ouvia os seus pensamentos que diziam: “Que medo de perder você”.

Até que chegou o grande dia! O dia de conhecermos o nosso bebê. Você ali, posando de forte, checando as malas, a máquina fotográfica, fazendo piadinhas… mas não conseguiu nem pentear seus cabelos … muito apreensivo.

E chegou o momento! O momento do nascimento da NOSSA FAMÍLIA, da nossa história. E você não conseguiu esconder as lágrimas quando pegou nosso bebê e olhou bem para os seus olhinhos.

Tudo correu muito bem! Agora o próximo desafio: eu aprendendo a amamentar, nosso filho aprendendo a mamar.

Agora nesse momento, eu te peço: seja respeitoso comigo, eu preciso tanto do seu apoio incondicional!! Me ajude no que conseguir: fique do meu lado, segure na minha mão, olhe bem para mim e me dê aquele seu sorriso, sabe? Assim que sei que tudo ficará bem.

Tente não fazer comparações e críticas. Só me apoie… Com você ao meu lado eu sei que posso conseguir. Confie em mim, não fique falando de oferecer complemento, que o bebê está chorando de fome, que eu não tenho leite… Ou ainda entenda que no começo, amamentar é MUITO dolorido sim! Não é frescura e nem estou querendo chamar a atenção…

Por mais estranha que eu esteja, barriga ainda arredondada, cara lavada, descabelada, exausta… NUNCA, em hipótese alguma, faça algum comentário jocoso ou irônico sobre o meu corpo ou a minha aparência! Nesse comecinho eu já estou me sentindo feia o suficiente, estranha, insegura, cansada, fragilizada e, tudo que eu preciso é de carinho, cuidado e atenção.

Eu sei que você se sente meio deslocado, meio sem saber o que fazer… se sente desajeitado para pegar o bebê, não sabe ainda trocar, dar o banho… mas eu também não sei!! Que tal aprendermos juntos?

Na madrugada, quando nosso bebê chorar, você não consegue amamentá-lo, mas você pode trazer ele para mim e , depois, colocá-lo para arrotar e fazê-lo adormecer novamente! Você pode me ajudar a sentar de forma confortável. Você pode me trazer um copo d’água! Amamentar dá uma sede …

Olhe para mim com carinho e admiração, mas não me confunda com a sua mãe. Eu continuo sendo a sua mulher! Seja paciente, carinhoso que, em pouco tempo voltaremos a namorar, a ter nossos momentos. A natureza é muito eficiente e em 30-40 dias, meu corpo estará recuperado… talvez a minha cabeça ainda não esteja pronta: o bebê suga toda a minha energia, não me sinto sexy, meu peito dói e vaza leite, meu peso ainda não voltou ao normal…a lingerie do pós parto e de amamentação não é a coisa mais bonita do mundo. Mas é só um momento….

Eu me sinto mergulhada num terremoto de emoções tão fortes e desconhecidas que, muitas vezes me esqueço até de perguntar como foi o seu dia.. me desculpe por isso! Eu sei que você chega em casa cansado, querendo tomar um banho, conversar, jantar uma comida gostosa e quentinha…. eu também preciso disso! Não me cobre, me ajude! Os meus dias aqui sozinha, com um bebê, ás voltas com xixis, cocôs e choros também não são exatamente tranquilos!!

Segure o bebê por alguns momentos! Aprenda a consolá-lo, a fazê-lo dormir. Eu sonho com um banho mais demorado, com a minha privacidade para ir ao banheiro sossegada. Eu preciso estar bem alimentada para amamentar nosso filho então, fique com ele para eu conseguir fazer pelo menos uma refeição decente.

Me ajude a manter a serenidade, me ajude a buscar ajuda se preciso for, sempre converse comigo. Esteja atento. Você me conhece tão bem… sabe bem reconhecer se estou chegando ao meu limite.

Seja paciente com a minha mãe. Ela é peça fundamental desse momento para mim! É um ciclo que está se fechando para que outro se inicie, e eu, ela e nosso filho precisamos viver isso juntos.

E muitos desafios ainda virão. A minha volta ao trabalho, os dentinhos nascendo, doenças começando, o sono do bebê um caos, a introdução alimentar, o desfralde, a entrada dele na escolinha… e nós precisamos de você! Nós precisamos passar por isso juntos.

A forma como decidirmos ou conseguirmos viver esse momento, vai ser determinante para toda a nossa vida e relacionamento, sabia? E, os especialistas falam que o amor, amparo e acolhimento que eu consigo dar ao nosso bebê nesses primeiros meses é exatamente proporcional ao acolhimento que EU recebo de você, da minha família! E você ainda acha que o SEU papel nessa história não é importante?

Não se sinta enciumado! Não te deixei de lado não! Lembra que estou cuidando do NOSSO filho e, ainda estou aprendendo a lidar com esse amor tão grande.

Eu sei que muitas vezes não entende o seu papel e a sua importância nesse contexto. O bebê prefere o meu colo, os meus cuidados,muitas vezes até chora quando vai com você! E eu só penso e falo dele, não é mesmo? E você?

Nesse monte de coisas que venho lendo e aprendendo, descobri que o papel do pai, é levar o filho para o mundo! A mãe acolhe, recolhe, e o pai leva e conduz! Você é a primeira pessoa que mostra ao nosso filho que ele pode confiar em mais alguém, além de mim. Representa autoridade e segurança.

Não se afaste da gente! Nós precisamos de você…”

 

Espero ter te ajudado!

A gente se encontra  por aqui

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Lígia Coimbra

 

 

 

 

 

 

7 Dicas Top para as Futuras e Recém-Mamães

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Oi minha amiga, tudo bem?

Quando a gente está grávida, ouve muitas informações, histórias, e ficamos ali, tentando imaginar como vai ser quando ” a nossa hora chegar”…

Ao mesmo tempo, vamos criando expectativas (tá, algumas surreais), vamos tentando ligar uma informação na outra e tentando encontrar a nossa maternidade ou, o nosso papel nisso tudo!

Muitas vezes, depois que tive meus bebês, principalmente o primeiro,  fiquei pensando:” Como eu gostaria de saber disso tudo ANTES!” ou então : “Por quê NUNCA me contaram isso?” Sabe quando você se sente enganada? Pois é…

Eu me senti assim! E hoje eu te trouxe aqui essas “coisas” que eu gostaria que alguém tivesse me contado.

Pronta? Ah ! Preciso de dar um alerta: Se você ainda está naquela fase de acreditar na maternidade dos comerciais de margarina, ou na maternidade perfeita, exibida nas redes sociais, com mamães arrumadas, glamourosas e descansadas… bebês gordinhos, sorridentes e impecavelmente limpinhos… Talvez seja melhor parar por aqui e não continuar  lendo esse artigo: ele pode ser um duro golpe para você.

Agora se você acredita que a maternidade pode ser construída, dia após dia, com informações de qualidade, respeitando quem você é, a sua personalidade e as necessidades do seu bebê, então vamos lá 😉

Antes, deixa eu te contar uma história?

Quando o Pedro, meu 1° filho nasceu , eu já tinha lido muito MUITO MESMO… Conversado com a minha mãe, minhas tias, tias-avós, amigas e comadres e, achava que estava pronta para a maternidade afinal, tinha me informado tanto!!

Mal sabia eu que a forma que eu me preparei, as informações para as quais dei mais importância, não eram as mais importantes!E, infelizmente não me dediquei a construir DE FATO a minha maternidade!!

E o pior, esse caminho que, sem querer, sem imaginar, eu trilhei nos 2 primeiros meses de vida do Pedro, me levou á frustração, a tristeza e … por muito pouco, não pus tudo a perder!

Não tive o parto que sonhei e imaginei… Depois a amamentação se mostrou um desafio enorme! Muita dor, muita entrega e dedicação e, um bebê que se mostrava mais interessado em dormir do que em mamar…

A vida de todo mundo foi aos poucos voltando ao normal: meu marido voltou a trabalhar depois de 1 semana, minha mãe que na época morava a 900 Km de mim, depois de 15 dias voltou para a sua casa, voltou para a sua vida!E então me vi ali… sozinha, num corpo que eu não reconhecia como meu, de cabelo preso, cheirinho de leite e meu bebê nos braços 100% do tempo! Um amor que não cabia em mim, que chegava a me sufocar em alguns momentos.

Mas também me sentia incrivelmente sozinha e perdida, como nunca tinha me sentido antes! Nada do que eu “sabia” conseguia me ajudar naqueles momentos.

Até que numa tarde quente de novembro, o Pedro que costumava ser um bebê calmo, chorou, chorou, chorou… como nunca tinha chorado e eu tentei tudo o que imaginei e NADA ! Não conseguia acalmá-lo! Até que no desespero, entrei com ele embaixo do chuveiro, e choramos juntos… e ficamos assim por nem sei quanto tempo.

Até que ele se acalmou e dormiu. E eu ali, naquele momento muito difícil, me senti “um lixo” de mãe! E então, tomei a minha decisão! Não é possível que a maternidade com a qual eu tanto sonhei, tinha que ser assim? O que estava errado? O que estava faltando? E entendi…

Entendi que, aprender a dar o banho, segurar o bebê, trocar uma fralda, por para arrotar… isso tudo mais dia ou menos dia, eu acabaria aprendendo!!

Aquela montanha de informações estavam me angustiando, me oprimindo! Eu ficava tentando encaixar meu bebê e a minha maternidade naquelas “regras”, técnicas  e informações …E isso é uma cilada! Eu precisava virar a mesa e o jogo todo e então, enfim, descobrir o MEU caminho na maternidade!

E descobri um novo caminho, encontrei muitas respostas e, percebi o grande mal que as expectativas muito elevadas e o radicalismo podem causar na vida das Recém-Mamães e dos seus bebês.

E as dicas que vou te dar aqui AGORA é para que você não precise passar por tudo isso que passei, combinado?

Bora para as dicas então:

1- Se conecte com o seu passado: TODA mulher, ao se tornar mãe, entra em contato íntimo com o momento da sua primeira infância, do tipo de cuidado e acolhimento que recebeu lá atrás ( querendo ou não, sabendo disso ou não). E é muito importante que você esteja preparada para viver essa experiência. Como você vai reagir a essas lembranças inconscientes, vai ser determinante no tipo de acolhimento e conexão que se formará entre você e o seu bebê.

2-Se conecte com o seu parceiro: Você não sabe que pai será o seu marido/ noivo/ namorado até que seu bebê nasça e que ele assuma esse novo papel. Muitas diferenças vão surgir entre vocês, ele pode se sentir enciumado, pode se sentir excluído do momento e com muita saudade da mulher dele. Aproveite o  momento da gravidez para se aproximarem profundamente.

3- Se organize: Se organizar eu quero dizer em relação a tudo: financeiramente(custos do parto, cobertura do convênio, custos de farmácia e vacinas). No seu trabalho, deixe o quartinho e o enxoval pronto com antecedência; já pense em quem vai te ajudar nos primeiros dias com a casa, com a roupa, com a comida. Pense mais ou menos assim: Alguém cuida de VOCÊ e você cuida do seu Bebê.

4- Se tiver amigas, parentes, vizinhas passando pelo mesmo momento que você, se conecte a elas! Faça parte de grupos de pessoas com as quais você se identifica, com pessoas que te põem para cima! Troque idéias, vivências, angústias e dúvidas… assim não se sentirá tão sozinha! Hoje com o Whatsapp e a internet, isso é super possível, já que sair mesmo de casa, por uns meses, sairemos muito pouco.

5- Não se baseie em EXCEÇÕES e use sim os números para te dar parâmetros sobre o que “é normal”… sobre o  que “esperar”, mas NÃO se deixe paralisar por eles. E NUNCA  se compare a ninguém, por mais difícil e tentador que isso seja. Você é única e seu bebê também! Não é porque a sua mãe teve 3 partos “normais” em casa, que os seu parto será igual ou, não é porque aquela sua amiga nunca teve problema algum para amamentar, que isso acontecerá com você.

6- Entenda que a sua vida VAI MUDAR SIM! Vai mudar MUITO! Vai mudar tudo! E é de dentro para fora… são mudanças profundas… e não restará pedra sobre pedra! A forma como você vê e se relaciona com o mundo, com as pessoas, seu parceiro sua família, sua carreira… e se você conseguir, sairá disso tudo muito melhor do que entrou. Vai descobrir uma força que nunca sonhou ter. Vai se sentir inteira, realizada, madura e poderosa!

7-Pensa que nesse universo da maternidade não existe “certo/errado” e sim, escolhas e consequências. Procure estar muito bem informada para que faça as suas escolhas da forma mais consciente possível.

Enfim,minha amiga,use as informações a que tiver acesso a seu favor! Se por acaso perceber que essa ou aquela linha não tem nada a ver com você, com a maternidade que você escolheu, simplesmente deixe passar… Sem culpa, sem dó!

Á primeira vista pode parecer simples o que está escrito aqui… mas eu te digo que eu demorei muito tempo para entender e conseguir viver isso tudo aqui!

Agora é com você… é pegar ou largar essas dicas!

Aqui tem um post com vídeo em que a gente conversa sobre os primeiros dias com seu Bebê Recém-Nascido. Aqui tem outro sobre a depressão pós-parto e aqui outro sobre amamentação.

Quais as suas maiores dúvidas e angústias como futura e Recém-Mamãe?Conta para mim! Deixe seu comentário abaixo, se eu puder, vou adorar te ajudar.

Se tem alguma amiga querida precisando escutar essas dicas, compartilha com ela! Me ajude a ajudar;)

A gente vai se encontrando por aqui então!

Bjos e até tags-coracao

Lígia

Como se preparar para ser “Mãe”

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Fala Comadre, tudo bem?

Muitas mulheres , futuras mamães e Recém-Mamães me procuram, me escrevem perguntando o que é ser mãe?

“Como me preparo para a maternidade? O que devo aprender? O que devo esperar?”

E cada vez mais, convivendo com as mamães aqui nas redes sociais, com as minhas alunas do Recém-Mamãe, eu tenho a certeza da diferença que faz o “estar preparada”!

Mas afinal, o que é “Estar preparada para a maternidade”?

Vamos conversar sobre isso?

Vou te fazer algumas perguntas, para que você descubra as suas respostas, ok?

É dessa forma que eu acredito que posso verdadeiramente te ajudar 😉

Se quiser, assista a esse vídeo em que converso com você sobre isso e depois, leia as perguntas e reflita.

  • Como vai ser a sua vida após o nascimento do seu bebê? A sua rotina?
  • Como vai ficar o seu relacionamento? Aliás, como é hoje o seu relacionamento? ( se é que você tem um). É saudável, maduro, de parceria e companheirismo ou te faz mal, te põe pra baixo e não existe confiança?
  • Como vai ficar seu corpo? Você espera que ele fique como? E o que planeja fazer para tê-lo de volta?
  • E a sua casa? Tudo arrumadinho, clean, e organizado?
  • Como vai ser o seu trabalho ou a sua carreira?
  • Quem vai te ajudar com a casa, a roupa, a comida? E com o bebê?
  • Como está a sua relação com a sua mãe, com a sua família?
  • Como você lida com palpites, críticas, julgamentos e comparações?
  • Você está se preparando, aprendendo como amamentar, como cuidar e atender o seu bebê ou está confiando no seu “Instinto”?
  • E a sua vida social? Restaurantes, compromissos, viagens… Você acha que continuará tudo do mesmo jeito? Qual é o custo, ou o valor disso para você?
  • Como é ficar em casa para você? Sem sair muito, sem se arrumar muito, sem ver muita gente?
  • Como é dedicar todo o seu tempo, a sua energia, seus pensamentos enfim… todas as suas forças para outra pessoa? Isso é a amamentação em livre demanda. Já pensou sobre isso?
  • Já pensou que o seu bebê é um ser único e que pode não se encaixar em nenhuma regra ou técnica conhecida?
  • Como foi a sua infância, o seu nascimento? Você sabe dessa parte da sua história? Está em paz com ela ou tem algo pendente, que precisa ser resolvido?
  • Como lida com os desafios e dúvidas?
  • Você é resiliente, tem jogo de cintura e sabe se reinventar?

São muuuitas peguntas, não é mesmo?

Pois é! Bem vinda a maternidade!!

Aqui nesse mundo temos muito mais perguntas do que respostas… e vai ser sempre assim 😉

Esse é um dos grandes desafios.

Eu convido você a refletir de verdade e verdadeiramente sobre cada uma dessas perguntas e, se ao terminar de ler já tiver as suas respostas, e mais importante, se essas respostas te agradarem e estiverem muito claras para você, então eu te digo sem medo de errar: VOCÊ ESTÁ PREPARADA para a maternidade!

Agora, se ficaram muitas dúvidas… Se você sente que mexeu em muitas feridas abertas ou se, simplesmente não conhece as respostas… bem-vinda ao clube da maioria esmagadora!!

Mas sempre é tempo de pensar, de refletir, de buscar as respostas!

Não se preocupe demais em aprender a trocar uma fralda, em como se segura um bebê ou como damos o banho nos primeiros dias… Isso tudo é sim importante mas… eu te digo com TODA a certeza: Você vai aprender e vai ficar craque nisso, com a prática! Não te erro!

Agora, as questões mais fundamentais e mais profundas da maternidade, essas … ninguém te conta, minha amiga.

Em muitos momentos sentimos um vazio, uma angústia, um cansaço e uma solidão extremos… que ninguém nos explica o “porquê”, que não conseguimos entender… e que muitas vezes temos vergonha e nos sentimos culpadas por sentirmos assim.

A maternidade, na minha opinião é a maior ferramenta de desenvolvimento pessoal que existe! Não é fácil, não é dor de rosa, não é linear nem perfeita…

Mas se vivenciada em toda a sua profundidade, vale sim MUUITO á pena!

Escrevi esse post aqui sobre os primeiros dias com Recém-Nascido,tem um vídeo também.

Conte comigo na sua jornada como mamãe!

A gente vai se encontrando por aqui 😉

Bjos e até tags-coracao

Lígia

Como Criar Uma Rotina Para o Bebê

 

Young happy mother with newborn baby

A Importância da Rotina – Como Estabelecer a Rotina do Bebê

Oi Comadre! Hoje o assunto por aqui é a ROTINA DO BEBÊ.

Eu tenho percebido que esse também é um assunto que costuma gerar muitas dúvidas e dificuldades para as mamães de bebês.
Lembra que por aqui, nos meus conteúdos, nas nossas conversas, não existe o “CERTO” , a “Verdade absoluta”!

Mas eu recomendo fortemente que você pelo menos , experimente aos poucos , introduzir uma rotina para o seu bebê, para a sua casa, para a sua vida !
Quer você queira ou não, agora a sua vida gira em torno das mamadas e horários de sono do seu bebê !
E, ainda…

O QUE A CIÊNCIA DIZ 
Segundo a ciência, a rotina“diminui a angústia e a ansiedade , da mamãe e do bebê , e ainda proporciona melhor qualidade de relacionamento entre os dois ( mãe e filho).”
Explicando um pouco mais : Para o bebê, “saber” o que vem depois , traz muita segurança, já que a psiquiatria diz que , internamente , os bebês são “fragmentados” :
Cada sentimento, para eles, é muito intenso, por exemplo : a sensação de fome é uma sensação avassaladora.
Por isso, garantir um ritmo, uma certa previsibilidade e continuidade àquilo que ele já sentiu antes, àquilo que se repete, no meio de tantas novidades e descobertas é fundamental !
Mas , eu preciso salientar um ponto aqui !
Cuidado para não se tornar muito inflexível  e, muitas vezes,

passar por cima das necessidades e ritmo do seu bebê …
Me pergunta como é que eu sei disso ? Rsrs
Se você tem uma personalidade perfeccionista, ou autoritária…
É hora de rever seus conceitos ! Aliás, por um excelente motivo !
Quanto antes desenvolvermos essa habilidade melhor !
Quando estabelecer uma rotina ?
Em média , aos 3 meses, a criança já se mostra preparada , e até mesmo , “pede” para que alguns padrões se mantenham e se repitam .
Mas , existem alguns bebês que , antes disso já mostram alguns padrões bem “organizados e definidos” …
Aí , é só incentivá-lo, com calma e delicadeza , a estabelecer a sua rotina.

Assista o vídeo! Ele explica de forma bem objetiva o que te conto aqui no post:

Existem 3 maneiras de você estabelecer a rotina do seu bebê:
– A Rotina Dirigida Pelos Pais
Nesse caso, independente dos das preferências do bebê, ou de quaisquer outros fatores “externos” , os pais estabelecem os horários de alimentação, sono , atividades e banho , de acordo com aquilo que ELES acreditam ser o melhor, ou o possível, dentro da sua casa, da sua realidade .
Os “defensores “ dessa técnica são Gina Ford e o especialista Gary Ezzo, um dos autores do livro “Nana, Nenê: Como cuidar de seu bebê para que ele durma a noite toda de uma forma natural” , e
Eduard Estivill e Sylvia de Bejar, autores de um outro “Nana Nenê” ( o mais conhecido atualmente).
– Rotinas Mistas :
Aqui , é o caso em que eu estava te contando da Nina …
Os pais procuram estabelecer a rotina, mas usando os sinais e preferências do bebê como guia !
É o “PERFEITO “ meio termo !
A gente tenta encaixar as demandas do bebê, dentro da nossa rotina, da rotina da casa, etc..
Por exemplo, tem bebês que se mostram mais dorminhocos, e , outros , se mostram mais agitados …
Alguns bebês , querem e precisam mamar a cada 2 horas, outros… Se você não oferecer, ficam mais de 4 horas sem se alimentar ! ( o que é prejudicial, tá ?) …
Então , o “melhor dos mundos” é se agente conseguir encaixar o que o nosso bebê prefere, com aquilo que conseguimos fazer !
Assim , estaremos respeitando a natureza e necessidades dele, mas , usando o nosso bom senso, e ajustando dentro do que é possível para a gente, dentro da nossa rotina !
Os profissionais e autores mais famosos , que defendem essa linha são:
a “encantadora de bebês”, Tracy Hogg, e Harvey Karp, autor de “O Bebê Mais Feliz do Pedaço”.
-Rotinas dirigidas pelo bebê :
As rotinas guiadas pelo bebê são as menos definidas. Você segue exclusivamente, os sinais do bebê.
Ou seja, ele te dá as indicações do que precisa em vez de impor horários para comer, dormir ou brincar.
Isso não quer dizer que seus dias vão se tornar completamente imprevisíveis, porque , depois da primeira semana de vida, a
maioria dos recém-nascidos começa a entrar naturalmente em um ritmo regular de sono, brincadeira e alimentação.
Mas, podem variar de um dia para o outro, se o bebê estiver mais choroso, ou mais esfomeado, ou mais dorminhoco…
Essa linha é defendida pela API ( Criação com Apego) , uma filosofia que está que está sendo difundida pelo ocidente há 20 anos, pelos doutores Sears e Spock ( americanos, pediatras e autores famosos ).
E, não negligencie a importância de ter um tempo para você … Só pra você !
Tempo para um banho demorado , tempo para dar uma volta, tempo para fazer exercícios, tempo para um café com as amigas, ou , simplesmente para bater pernas, olhar vitrines e arejar as ideias !
E , quando temos ”um esquema “ funcionando , isso se torna possível e viável !
Você consegue elaborar e planejar seus dias, suas atividades !
Tenho aqui algumas sugestões de como você pode estabelecer a rotina do seu bebê com relação ao
1. Espaço ;
2. Horários;
3. Alimentação e
4. Sono .
Organizando o espaço
É super importante para o seu bebê que ele tenha um lugar, que ele perceba ser dele, com objetos cores e sons ,colocados ali , estrategicamente para ele, como móbiles, espelhos, bichinhos e chocalhos.
Para que ele se sinta atraído pelo mundo a sua volta , e vá , aos poucos, descobrindo tudo por ali.
Aqui vou fazer um parêntese : muito cuidado com a hiperestimulação dos bebês!
A gente herdou esse conceito dos americanos, que acreditam que os bebês podem e devem ser estimulados, desde cedo ….
Além de isso não ajudar em nada, ainda pode atrapalhar o desenvolvimento natural e pró ativo do bebê.
Ao invés dele se interessar , ele acaba ter que dar conta de “responder e corresponder “ a esses estímulos que lhe são apresentados.
Como consequência, o bebê pode ficar agitado, e irritado, e , em algumas situações até apático…
Por ser “invadido e agredido”no seu tempo , nas suas descobertas !
Um bebê saudável, só precisa de um ambiente claro, ventilado , limpo, e seguro… O resto, deixa com a natureza !
Os horários :
Organize uma rotina que seja possível de seguir e mantenha os horários para as etapas do dia a dia acontecerem regularmente: hora de comer, brincar, tomar banho e dormir.
A constância da programação traz segurança à criança, que passará lidar de maneira mais equilibrada com as suas atividades do dia a dia !
A Alimentação :
Na verdade, aqui em casa , toda a rotina era estabelecida , ao redor da alimentação : o banho não pode ser logo em seguida, os horários da soneca e de ir para a cama, á noite…
O Sono
O horário de dormir, o ritual de como adormecer e a quantidade de horas dormidas são fundamentais para um dia seguinte tranquilo.
O sono é reparador.
O corpo da criança necessita dessas horas para se recuperar de tudo que aconteceu no dia anterior mas , como acostumá-la a dormir sempre nos mesmos horários ?
O famoso”Ritual “ pré sono , funciona muito bem !
Estabeleça uma sequências de atividades que precedem a hora de dormir ( pode ser antes da soneca da tarde também).
Um exemplo de Rotina :
O bebê acorda cedinho , mama e fica acordado, “namorando a mãe”.
Depois , o bebê tira uma soneca …( 1h – 1h e meia)
Acorda, passeia , toma banho de sol ,próximo ao meio dia , mama de novo, cocô, banho e soneca …( 1h- 1h 30’)
Acorda de tarde, mama ,brica , ouve música, se distrai… E dependendo da fase, ainda tem mais uma soneca mais curta aqui ….Acorda , mama.
Toma um Banho bem rápido, só para “relaxar “ (isso não serve para todos, lembra ?), pijama, luzes mais acolhedoras, história, musquinha mais tranquila (lullabies)… Mama e dorme 😉

Começa hoje! Olhe para você, olhe para o seu bebê e comece.

Dê um tempo para que as coisas se encaixem, para que o seu bebê se adapte.

E vai mantendo o que está dando certo e, vai adaptando o que não está funcionando.

Deixa um comentário aqui embaixo! Me conta suas dúvidas e dificuldades.

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Conta comigo na sua jornada!

A gente se encontra por aqui,

Bjos e até tags coração

Lígia Coimbra

 

As Informações Estão Te Ajudando Ou Te Confundindo ?

Informação  X   Preparação  –

Entenda Porque só a Boa Informação Não É Suficiente !

 

De-repente-madrasta

 

Oi Comadre, tudo bem ?

Nessa minha jornada de 10 anos, estudando a maternidade á fundo, com todas as suas nuances, alegrias e dificuldades, uma coisa que sempre me intrigou foi : “ Por quê ,apesar de tanta informação disponível, informações acessíveis, gratuitas , práticas e , muitas de extrema  qualidade , parece que , a cada dia que passa, a maternidade se torna mais “difícil” ?

Eu sou uma “fonte de informação”, com o blog, com a fanpage, com o canal do Youtube,  e, entender o que estava faltando nesse quebra –cabeça passou a ser uma questão de honra para mim!

Afinal, de que adianta eu pesquisar um monte, ler livros , revistas, artigos , seguir blogs incríveis, técnicos ou não, do Brasil , e de vários países do mundo , para gerar uma informação , que não vai conseguir cumprir o objetivo maior, que é ajudar às mamães que estão precisando ?

E, adivinha só … rsrs comecei a pesquisar, a conversar com todas as mamães que eu podia, muitas festas , com uma agendinha na mão , anotando o que escutava (é , eu adoro um papel e uma caneta ainda ! rsrsr) …

Li alguns livros, segui alguns especialistas em psicologia, comportamento humano, psiquiatria, pós parto, educação , neurociência e neurolinguística… E, consegui descobrir muita coisa !! Vem comigo que vou te contar tudo…

O problema , minha amiga, não é  A INFORMAÇÃO, mas sim , o  momento da informação, e  de quem recebe a informação !

Imagine só , que a informação é uma semente : para ela germinar, se desenvolver e frutificar, ela tem que cair em “terra preparada” !!

Trazendo para a nossa rotina… por exemplo : Uma mulher que está grávida, buscando informações insanamente ( como a maioria de nós faz ou fez) …se essa mulher , não tem um relacionamento saudável com a sua mãe, por exemplo, ou com o seu passado ( acha que não foi bem acolhida na infância, que não teve o afeto e o amor que precisava, que foi terceirizada, que foi “rejeitada” enfim …) ela não vai entrar pela porta da frente , no “            assunto” maternidade! Ela tem muitas questões , dentro de si, que precisam ser resolvidas, ou esquecidas, ou perdoadas ….As informações, por melhores que forem, não vão conseguir chegar até esse nível…

Ou ainda, uma mulher que seja muito insegura com relação á  mesma, á sua capacidade de resolver problemas, de tomar decisões… nunca se sentira´preparada para cuidar de um bebê ! Dar o banho, amamentar, consolar, criar e educar !! Por melhores que tenham sido essas informações !

Ou , uma mulher que vive um relacionamento, com seu parceiro ( ou parceira) , onde não existe segurança e amor… que sofre agressões físicas, verbais e morais … Não se sentirá preparada para abraçar a maternidade, como ela é …cheia de dificuldades e desafios !

Entende o que eu quero dizer?

Todas nós, em maior ou em menor grau, nesse ou naquele setor das nossas vidas, temos assuntos que precisam ser resolvidos antes do nascimento do nosso primeiro bebê …

Algumas de nós temos que aprender a termos mais jogo de cintura, ou a sermos mais resilientes, ou pacientes, ou confiantes , ou fortes, ou menos exigentes consigo e com os outros, ou mais sensíveis…

Quando eu olho para trás, eu me vejo nessa exata situação ! E entendo que , os especialistas têm mesmo razão ! Quanta dor e sofrimento eu não poderia ter evitado, se tivesse tido esse olhar, essa abordagem … antes de me entupir de informações !

Se preparar para a gestação e para a maternidade , vai muito além de “buscar e consumir “ informações !

É um processo muito mais profundo , que , ao meu ver , pode sim andar junto com a busca de informações …

Mas como eu faço isso , Lígia ? Por onde eu começo ?

Onde encontro esse caminho ?

Dentro de você , minha amiga ! Todas as respostas que você precisa, estão aí dentro!

E, muitas vezes , são feridas muito doloridas , que não gostamos de mexer… ou , estão em quartinhos escuros e empoeirados, lá dentro da nossa mente…

É preciso entrar, acender a luz, abrir as cortinas e limpar as feridas !

Precisa de ajuda? Quer fazer e não sabe como ?

Fala comigo, que eu posso te ajudar ! É para isso que eu estou aqui…

Conte a sua história, as suas vivências e experiências .

Deixe a sua opinião nos comentários abaixo !Ela é muito importante para mim !!

A gente vai se falando !

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Lígia Coimbra

 

Ser Mãe de um Recém Nascido – Na Prática , a Teoria é Outra !

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Oi Comadre, tudo bem ?

Cuidar de um Recém Nascido  não é fácil, não é mesmo ? E, nessa minha jornada de mãe de 3 , de quem pesquisa a fundo o assunto há 10 anos , de quem já leu quase 100 livros sobre o assunto, de quem tem o privilégio de conversar aqui, todos os dias , com dezenas de mamães diferentes… tem uma coisa que vem me deixando bem p… da vida,( com o perdão da palavra) : a chatice e a opressão que cercam a maternidade hoje em dia !

Gente do céu !! É um tal de isso é proibido, isso não pode, a ciência comprovou que…

Vou dar a minha opinião sobre isso tudo, tá ? Se você me permite !

Em primeiro lugar, eu não consigo entender qual é o objetivo dessa “linha” … é de informar? Ou , como está na moda agora, empoderar , as mulheres / mães ? É assegurar a democratização da informação, da ciência, e oferecer a todas as mães a oportunidade de receberem informações “confiáveis, científicas, atestadas e comprovadas em teses de mestrado / doutorado”, em publicações científicas pelo mundo afora ?

Ou ainda, querer espalhar a sua mensagem, as suas vivências, para que todas consigam os mesmos resultados positivos ?

Seria alertar contra os índices alarmantes de cesáreas no Brasil, quando comparado ao resto do mundo ? Ou , ensinar ás mães que , o leite materno é o melhor e mais completo alimento que existe para os bebês até 6 meses ?

 

Eu não sei você, minha amiga e comadre, mas, quando eu escuto um discurso radical , de vozes inflamadas e dedos apontados , a minha primeira reação , é me encolher no meu canto, com medo de ser julgada, condenada e queimada viva na fogueira das mães “irresponsáveis , fracas e desinformadas”… com medo de descobrirem que , só amamentei exclusivo os meus 3 filhos até os 4- 5 meses , por exemplo, ou que tive 3 partos cesáreos, ou ainda… que ofereci chupeta para todos , mas só 2 pegaram ! Que fiz cama compartilhada com todos os que mostraram necessidade disso! Que já dei muita papinha industrializada para o meu filhos mais velho! Vixe… será que eu tenho salvação ? rsrs

 

Brincadeiras á parte, comadre, eu andei pesquisando á fundo a depressão pós parto ( é , eu também ADORO uma pesquisa científica !! rsrs) , Leia o post sobre depressão pós parto aqui  ,e, aluns dados me assustaram bastante : (Resumindo e simplificando bem, tá ?) Esse novo modelo de maternidade opressora , cheio de obrigações, metas e modelos engessados, associado ao período hormonal tumultuado e desfavorável, e, a algum histórico anterior da mulher, é o grande responsável pelo aumento dos casos de depressão pós parto nos últimos 10 anos !

Segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde), os índices mundias são de 10-15% das puérperas são acometidas pela depressão pós parto. Aqui no Brasil, atualmente se fala em 26% , podendo chegar até 40% , em algumas amostras  do estudo. ( Fontes : leia mais aqui , e aqui )

A mulher que não conseguiu( por várias razões) ter o parto que sonhava, que não consegue amamentar exclusivamente seu bebê no peito… que está exausta, sem dormir direito, sem ajuda ou , bons conselhos… Se sente tão perdida, tão sozinha, tão frustrada … que , o que era pra ser o momento mais feliz e pleno da sua vida, se transforma num grande pesadelo !! Ela olha ao seu redor, e não encontra uma saída ! E, ela está  muito fragilizada, nesse momento, para reunir forças e reagir!!

E, se tem algum histórico familiar associado, ou alguns outros fatores associados, como dificuldades financeiras, problemas no seu relacionamento com seu parceiro ou seu relacionamento com a mãe, ou se perdeu algum bebê antes ( só para citar alguns exemplos) , pronto ! Está feita a receita para a “Depressão pós parto ” , que deve ser tratada com medicações e terapia, e, que tem a duração média de 18 meses ! E, se não tratada, pode virar um quadro crônico de depressão, muito mais complicado de ser acudido depois.

E , para mim O PIOR DISSO TUDO : A depressão pós parto prejudica o desenvolvimento físico, afetivo e cognitivo do bebê, e compromete PARA SEMPRE o estabelecimento do VÍNCULO mamãe /bebê, que é de vital importância que seja estabelecido o quanto antes !

Olha só o estrago , comadre! Olha as consequências de criarmos uma fantasia, uma expectativa, irreal, e inatingível a respeito da maternidade !

O que informações boas, de qualidade, mas, mal aproveitadas são capazes de causar !!

No meu ponto de vista: Tudo o que é RADICAL BURRO ! Não leva em conta as particularidades, os sentimentos, as histórias dos personagens envolvidos nisso tudo !

Além de ser cruel e covarde, a forma como alguns médicos, cientistas, profissionais da saúde e até muitas mães, acharem que, por estarem respaldados por teorias e números, têm o direito de nos acuar dessa maneira !

 

Não se deixe intimidar ! Não se deixe oprimir !

E , nunca se envergonhe de ser a mãe que você é !!

 

Se informe sim! Se prepare, física e emocionalmente para o que está por vir … Mas se permita sentir o seu filho como o ser único que ele é ! Se permita amar infinitamente, sem limites , sem pudores…construir a sua maternidade , a sua relação e vínculo com seu bebê, com a sua cara, com o seu jeito !

Conte comigo para esse jornada ! Eu quero e posso te ajudar !

Aqui no “Mães Comadres” , você pode se sentir livre e orgulhosa para viver a sua maternidade do seu jeito !

Eu queria saber de você… me conta a sua história ! As suas dificuldades !

Qual a sua opinião sobre esse assunto ? A sua opinião é sempre muito bem vinda aqui , mesmo que seja diferente da minha!

A gente vai conversando por aqui !

Bjos e até tags coração

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O Luto e a Depressão Pós Parto – Entenda os “Porquês “

depressão-pos-parto

Oi comadre! Tudo jóia ?

A depressão pós parto é um assunto delicado, muitas vezes negligenciado , e pouco comentado…

As mamães se envergonham , se culpam e se escondem …

Os profissionais consideram “normal”, já que , estatisticamente, 80% das mulheres passam por uma “melancolia” , nesse período, conhecida como “baby blues” , e , muitas vezes , casos mais sérios, acabam sendo diagnosticados como ” dentro do esperado” .

Eu gravei um vídeo falando um pouco sobre o assunto . Clica e assiste !

O que acontece afinal ? Por quê isso acontece ?

Bom , fisiologicamente, a explicação é que a mulher, no período do pós parto  + amamentação , entra numa montanha russa hormonal, com queda brusca de alguns hormônios e aumento brusco de outros … E isso, por si só, já deixa a gente bem sensível, com os sentimentos “á flor da pele”.

 

Mas , e emocionalmente, lá dentro , da nossa cabeça, e do nosso coração, o que acontece ?

Aí é que está , minha amiga … Tem muita coisa acontecendo ali dentro , ao mesmo tempo !

Primeiro , os especialistas no assunto ( psicólogos e psiquiatras ) consideram que a recém mamãe, passados os primeiros dias, começa a vivenciar um luto . Mesmo que esteja tudo bem com seu bebê, que seu parto e a sua recuperação esteja  ocorrendo dentro do  esperado… Existe uma “morte ” da mulher que existia “antes ” do bebê : morre o corpo enxuto , morre o cabelo e unhas impecáveis, morre a vida social agitada, morrem as viagens , morre o casamento , morre a profissional super dedicada e eficiente, morre a filha , que era mimada e cuidada o tempo todo, ela agora, tem que cuidar …

 

É claro que,  a gente que já passou dessa fase,  sabe que  isso é uma questão de tempo ! Que , aos poucos, a nossa vida vai voltando … Não exatamente como era , mas é possível voltar a forma, ir ao salão, trabalhar e se realizar na sua profissão, ter um casamento bacana e sólido, voltamos a viajar ( para destinos mais tranquilos) , vamos á festas e restaurantes …

 

Mas , naquele momento ali, sozinha, exausta … o primeiro choque é muito grande, e a mulher se sente perdida , pois , a vida que tinha , não existe mais ! E , a vida que ela está vivendo agora, não é , nem de longe , o que ela queria e esperava ! “Eu quero a minha vida de volta !” “Eu quero o meu corpo de volta” “Eu quero o meu casamento de volta” , “Aonde é que eu estava com a cabeça, quando decidi ter esse filho ?”Esses são pensamentos recorrentes em 100% das mulheres , minha amiga ! Mas, quem não consegue lidar com isso, começa a se sentir frustrada e culpada…

E, a situação ainda piora em alguns casos, como , por exemplo : se ela não consegue amamentar, se o seu bebê é um “High-need baby “( daqueles que choram muito, querem muito colo, não dormem muito tempo seguido…) !Aí , ela começa a se achar incapaz, um lixo de mãe e de mulher !

Começa a ter vergonha do marido, da mãe, da sogra … não quer sair com o bebê, de jeito nenhum ! É um misto de “medo que algo ruim aconteça com ele” com ” e se ele começa a chorar , eu não vou saber o que fazer !”

Desenvolve um pavor de “perder o seu bebê ” , de “passar vergonha” , de ser julgada…

Sempre tem os palpites e as comparações inoportunas, não é mesmo ?

Ou , a incompreensão , por parte das pessoas mais próximas , que deveriam ajudar e apoiar . Eu me lembro de uma amiga minha que o marido dizia : “Mas o que te falta? Você tem tudo ! Nossa filha é saudável e linda ! ” e, mais culpada e triste  ela se sentia !

Existem alguns fatores que podem aumentar as chances da mulher passar por uma depressão pós-parto, como histórico anterior de depressão, transtorno bipolar, perda de outro bebê … e também , quanto mais normal e tranquila foi a sua gestação, quanto mais normal continuou a sua vida , até o momento do parto, maior o baque nesse primeiro momento ! A “Ficha cai de uma vez “, sabe ?

Se ela não tem muita ajuda ou apoio da família , se o casamento não está numa fase boa, ou se a família está passando por problemas de saúde graves ou financeiros, isso também pode afetar a sua segurança e abalar seu psicológico.

E , ainda, quanto maiores as expectativas dessa mãe, quanto mais exigente consigo mesma ela for , ou perfeccionista…Ou ainda, se teve acesso a informações muito radicais e engessadas…se alguma coisa não sair como ela esperava ou como planejou, ela vai se sentir perdida! Vai se cobrar, vai se culpar… e vai desistir !

A gente que é mulher e mãe, na minha opinião, tem a OBRIGAÇÃO de enxergar que o julgamento, as críticas e as comparações , são CRUÉIS E DESUMANAS !

Uma recém mamãe , não precisa de palpites ! Precisa de acolhimento e de ajuda!

Se você é uma gestante, minha amiga, busque sim , o máximo de informações que puder ! Mas , além de informações, tente se preparar , emocional e fisicamente para o que virá !

E, se , de repente, você estiver passando por esse momento difícil, não se recolha , não se culpe , não se envergonhe! Peça e aceite ajuda! Existe tratamento para isso ! E, nem sempre , medicamentoso ! Em muitos casos , só a terapia já resolve ! E, se precisar de medicação , aceite… e pense que, quanto antes você sair desse beco escuro, melhor!

E , acredite, isso vai passar !

Saiba Mais :  http://www.minhavida.com.br/saude/temas/depressao-pos-parto

http://www.ip.usp.br/portal/images/stories/lefam/ATT00026.pdf

ohttp://www.abcdasaude.com.br/ginecologia-e-obstetricia/depressao-pos-parto

Conte comigo , de coração, nessa sua jornada !

Ajudar a mulheres / mamães é a minha grande missão de vida! é por isso que estou aqui … é a isso que dedico meu tempo, minhas pesquisas, meus estudos !

Você tem alguma experiência semelhante? Já passou por isso ? Conhece alguém que está nessa situação ?

Compartilha esse conteúdo ! Me ajude a ajudar!

A gente vai se falando por aqui !

Aqui nesse post com vídeo , eu te dou dicas para os primeiros dias com seu bebê ! E, nesse outro aqui também!

Bjos e até !tags coração

Lígia

O Recém Nascido e as Cólicas – Um Guia Completo

o recem nascido e a cólica

Oi Comadre!

A Cólica do bebê costuma ser um assunto muito delicado e dolorso… para eles e para nós, as mamães, que vemos o sofrimento dos  bichinhos, e sofremos junto, desejando que aquela dor viesse para a gente!

É um assunto, como vários outros relacionados á saúde e á maternidade, polêmico, que não encontra unanimidade  , nem entre os profissionais e nem entre as mamães!

Fiz uma pesquisa completa, pela web, para te passar o que encontrei de opiniões técnicas e científicas atualizadas, mas, claro , também vou dar o meu tempero de mãe de três, dizendo como foi a minha experiência, e qual a minha opinião, ok?

A Cólica do Recém Nascido

O que é a cólica ?

É uma contração /espasmo doloroso , mas também pode ter um fator emocional muito importante, como irritação do bebê, cansaço, insegurança… Tudo associado !

Começa com 2 semanas de vida em bebês a termo ou após duas semanas da DPP(data provável do parto).

Normalmente pode ocorrer até o  final do 3° mês de vida do bebê.

 

Por quê ela acontece?

Como eu te falei antes, os especialistas nos apresentam algumas explicações , ou motivos, físicos… mas também, associam os fatores emocionais do bebê ( até a própria imaturtidade do sistema nervoso , para processar sensações e experiências nesse período da vida do bebê).

  • imaturidade do sistema digestivo do bebê;
  • imaturidade do sistema nervoso;
  • ingestão e deglutição de ar durante as mamadas;
  • alguns acreditam que pode ser hormonal também – um descompasso entre a melatonina e a serotonina, que atuam nas contrações intestinas;
  • refluxo gastroesofágico patológico;
  • APLV (Alergia a proteína do leite de vaca ).

Como reconhecer a cólica?

É um choro “com hora marcada”, normalmente no fim da tarde ou á noite.

Estridente e inconsolável;

O bebê se contorce, demonstra dor;

O seu rostinho fica vermelho;

O choro pode durar de alguns minutos a 3 horas !! Pois é !!!

O bebê solta ” puns”durante e no final do episódio.

Por exclusão : não é fome , não é frio, não é calor, não é sono, não é fralda suja, não é outro desconforto aparente.

 

O que fazer ?

Não há muito… Infelizmente !

Mas tente:

  • compressas mornas na barriga do bebe;
  • “técnica do aconchego pele a pele”;
  • massagens no sentido horário com óleos naturais, na barriga do bebê;
  • em casos extremos , medicar (sempre com prévia orientação médica ) !

 

A alimentação da mamãe que amamenta interfere?

O que se sabe com certeza é que, o que comemos vai sim para o leite ! Agora , o que vai fazer mal para cada bebê, a mamâe que vai percebendo ! Se, naquele dia você comeu repolho, e achou que seu bebê chorou mais do que o costume, talvez seja melhor abandonar o repolho por enquanto… ou faça o teste novamente, e observe ! E isso vale para tudo: chocolate, feijões, brócolis, laticínios, etc .

Se der algum problema, aí sim, mude sua dieta.

Proibidos , mesmo : álcool, cigarro , medicações (sem orientação), drogas e cafeína.

Tente não complicar, e , se alimente bem ! Senão, você vai ficar muito debilitada , e pode não aguentar a amamentação !

Uma novidade, pelo menos para mim, que eu encontrei nessas minhas últimas pesquisas, é que alguns cientistas e pediatras do mundo , têm recomendado o uso de probióticos, para melhorar o desconforto intestinal,que é um dos fatores da cólica do recem nascido.

Como em outros assuntos ( a maioria, na verdade) , a ciência está dividida sobre o real benefício do uso do probióticos para esse fim. O que é unânime, é que, se a mamãe que está amamentando, e /ou o bebê, são expostos a antibióticos, aí sim , o benefício do uso do probiótico será imenso, prevenindo , inclusive , o desenvolvimento futuro de alergias , eczemas e asma.

Se quiser saber mais, clique aqui .( infelizmente, o site é em inglês, também).

Eu , particularmente, acredito que a “cólica” é muito mais do que um espasmo intestinal… eu acho que tem muito de físico , mas também um fator emocional e neurológico também!Então, os probióticos podem até resolver um lado , mas… não conseguem resolver tudo não !

Aqui nesse link , tem um vídeo , onde eu converso sobre a cólica com você, e aqui , um outro post , com mais algumas dicas!

Aqui , tem uns Mapas mentais para você baixar e, olhar quando quiser !

Não sei se você já conhece … os mapas mentais são “esquemas e diagramas” visualmente muito bacanas , que nos ajudam a ler e memorizar as informações super rápido! Além de serem um charme ! rsrs

Aqui tem uma sugestão de um blog sobre cólicas em recém nascido, com várias dicas e conteúdo bem legal, e , a autora tem até um  livro bem legal, pena que é em inglês… Se o seu estiver afiado, vale a visita! rsrs

 

Seu bebê teve muitas cólicas? Como você lidou com isso ?

Tem alguma dica boa? Teve alguma orientação diferente dessas que eu contei aqui?

Conta prá gente!

Deixa um comentário !

Eu vou adorar conversar com você!

A gente vai se falando !

Bjos e atétags coração

Os Reflexos Do Recém Nascido

reflexos-do -recém-nascido

Oi Comadre!Você Sabia Que os Recém Nascidos nascem com Reflexos Automáticos, que podem sinalizar a sua condição neurológica ? E que , a grande maioria deles , tem tempo certo para desaparecer ? E, se não desaparecem, pode ser um indício de problemas ?

Nesse post , vou te mostrar os reflexos mais importantes, o que são, e quando devem desaparecer.

Fique de olho !

 Refexos do Recém Nascido1

 

Mapa Mental Refexos do Recém Nascido2 Mapa Mental Refexos do Recém Nascido3 Mapa Mental Refexos do Recém Nascido4 Mapa Mental Refexos do Recém Nascido5

 

Gostou desse formato do Post?

Não sei se você conhece… esses são mapas mentais .

Eles nos ajudam a organizar as idéias, e a visualizar melhor e mais rápido que num texto.

Além de mais bonitinho e charmoso ! rsrs

Você tem alguma informação a mais ? Alguma experiência para compartilhar ?

É sempre muito bem vinda aqui !

A gente se vê !

Bjos e atétags coração

 

Esse artigo foi originalmente publicado no Blog “Mães Comadres ” por Lígia Coimbra